Outra noite, sonhei que eu tinha perdido quatro dentes do fundo em um parque de diversões, no Nordeste. Corri para o meu dentista, que era aquele médico do programa da Ana Maria Braga. Só que ele atendia as pacientes peladão! Eu achei tudo aquilo muito natural e fiquei satisfeita com o serviço, principalmente depois que ele colocou a ponte (eu disse A PONTE) na minha boca.
Quando acordei, liguei a TV e lá estava o doutor na Ana Maria Braga, explicando os sintomas do hipertireoidismo.

Outro dia, sonhei que eu e a @anarina tínhamos ido até o centro do Iraque para comprar um sari branco para o meu casamento. De repente, rolou um tiroteio brabo, mas ninguém se feriu.
Deve ser o meu subconsciente trazendo à tona o que eu penso sobre casamento.


Essa noite eu sonhei que estava sendo traída e descobri da pior forma. Estávamos todos na piscina, inclusive o Rafa, falando sobre gafes. Em dado momento, o Rafa disse:
- Gafe cometi eu outro dia. Eu estava saindo com duas meninas, uma chamava Mayara e outra Mayra. Liguei pra Mayra e disse: “Mayara, traz minha habilitação que eu deixei contigo quando a gente foi no motel”.
E eu:
- COMO ASSIM, RAFAEL?
E ele, tentando disfarçar:
- Ai, amor. Tô contando uma gafe que cometi em um sonho meu…
Acordei comigo gritando que assim eu não confiava mais nele e desse jeito teria que terminar. “Teria”. Se fosse na vida real, esquartejaria.

[VIDA REAL]
Antes de ontem cheguei no prédio e tinha um pacote na portaria. Não havia nome de remetente nem bilhete nem nada e eu abri o pacote mesmo assim, porque presente a gente não recusa. Mesmo se for Anthrax. Abri e era um cachorrinho de pelúcia do IG, todo fofinho, cuti-cuti, lindinho. Como eu já passei da fase dos bichinhos de pelúcia, dei o cachorrinho para o Lucas e esqueci de tentar descobrir quem é que tinha me dado o presente.
[SONHO]
De noite, sonhei que tinha ganhado um cachorrinho de pelúcia do IG no amigo secreto das celebridades e quem tinha me tirado era a Glenda Kozlowski.

Outro dia, sonhei que tinha ido com meus pais até a estação de trem Jurubatuba para assistirmos ao show Deborah Secco canta Marisa Monte. Na primeira música, a Deborah Secco convidou para subir ao palco a dupla Chitãozinho e Xororó.
Eu pedi licença para os meus pais, disse que ia ao banheiro e fui embora daquele inferno. Não faço ideia de como mamãe e papai voltaram pra casa, mas deve ter sido de trem.
Realidade:
Por esses dias, uma mulher das Lojas Marisa ligou em casa me oferecendo um cartão de crédito da loja.
- Mas eu nunca sequer comprei uma calcinha nas Lojas Marisa - avisei.
- O cartão vai bloqueado pra sua casa e você só desbloqueia se quiser usar. Também vai abrir uma Loja Marisa do ladinho da sua casa, na Rua da Mooca.
Gente, o mesmo tempo que eu levo pra chegar em Campinas, eu levo pra chegar na Rua da Mooca. Mas acabei aceitando numa boa porque eu não precisaria gastar um real e, na boa, as calcinhas das Lojas Marisa não valem um real.
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Sonho:
Esta noite sonhei que eu e meu irmão tínhamos comprado um apartamento fantástico no centro da cidade. Primeiro a gente achou que era muito pequenininho, mas conforme os dias iam passando, nós descobríamos novas portas e novos m². Só que o apartamento ficava em um prédio no coração da Crackolândia e um monte de noia dormia na portaria. No dia do nosso Open House, vários amigos foram assaltados e um deles me perguntou:
- Por que vocês compraram um apartamento aqui nesse lugar fedorento?
- Ah, porque ele é em frente de uma Loja Marisa e assim vou poder usar meu cartão de crédito!
Hoje eu tive um dos sonhos mais clássicos de toda a minha vida. E um dos mais longos também. Acompanhe.
Sonhei que eu e meu irmão tínhamos ido na academia, que ficava em uma ruazinha do bairro das Perdizes. Estacionei meu Corsinha na frente da academia, ao lado de uma delegacia, malhei, corri, fiquei gostosa, e quando voltei para o carro, dentro dele tinha um homem careca e morto.
No pescoço dele havia um bilhete pendurado: “Ele está morto? Está!”. Eu empurrei o corpo para o lado e dei ré, mas depois pensei melhor e decidi denunciar aquilo na polícia.
- Será que vou ser presa por ter mexido na cena do crime? - perguntei para o meu irmão.
Entramos na delegacia e esperamos por horas e horas para sermos atendidos. Já era de madrugada quando o delegado nos colocou em uma salinha escura para fazermos o B.O. Dezenas de pessoas estavam dentro da sala, sentadas no chão e uma luz forte foi colocada nas nossas caras, mas não éramos suspeitos do crime.
Quando começamos a contar que um homem careca havia sido assassinado e colocado dentro do meu carro, os 33 mineiros chilenos apareceram e começaram a matar as pessoas. Eu matei alguns chilenos, meu irmão matou outros e conseguimos fugir.
Chegamos em nosso belíssimo apartamento que dividíamos com 36 pessoas da nossa família e contamos o que tinha acontecido. No começo todo mundo ficou apavorado, mas ao passar dos dias, a galera se acostumou com a situação e continuou fazendo seus afazeres domésticos.
- Ninguém vai matar vocês - falou uma prima - que na vida real não existe - lavando roupas.
Um belo dia, eu estava com meu irmão em casa e tocou o interfone:
- O Diego tá aqui na portaria - informou o porteiro.
“Diego?”, pensei. “Eu não conheço nenhum Diego”.
- Rodrigo, joga aí no Google: “DIEGO” pra ver o que aparece.
Meu irmão jogou e um dos resultados era o Diego, um menino chileno que estudou comigo no Ensino Médio - na vida real, estudei mesmo com um menino chileno, mas ele não se chamava Diego.
Eu achei melhor não deixá-lo subir, mas todo mundo falou:
- Pô, o Diego era gente boa. Tanto tempo passou. Ninguém mais vai tentar matá-los.
Me convenceram, o Diego subiu e passou a morar em casa. Como ele não representou perigo no decorrer dos dias, eu relaxei.
Em uma madrugada, todo mundo dormia e o meu irmão me chamou no quarto para eu ver uma nova funcionalidade do Iphone.
- Veja, Lelê. Ele sincroniza no meu Iphone o conteúdo de todo mundo que tem Iphone aqui em casa.
O Diego Chileno tinha um Iphone e meu irmão começou a ler tudo o que estava dentro do aparelho dele. Uma das coisas é que o Diego Chileno tinha fundado a Igreja Fundamentalista La Rosa Rubra junto com os 33 mineiros chilenos, com o intuito de matar o meu irmão. Parece que enquanto estavam enterrados no buraco, eles identificaram que o meu irmão era um inimigo perigoso e que precisavam exterminá-lo.
Depois de lermos isso, ouvimos o miado de um gato invadir o silêncio que tomava conta da nossa casa na madrugada e meu irmão disse:
- Escuta! Quando o gato mia é sinal de que estamos em perigo.
E o Diego Chileno tinha aberto a porta do apartamento para os 33 mineiros chilenos.

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Aí acordei sem saber porque raios o meu irmão era um inimigo extremamente perigoso.
Por esses dias, lá no Rio de Janeiro, meu namorado sonhou que tinha um furúnculo na perna, bem embaixo da bunda. Quando ele espremia o danado, saía sagu.

Essa noite eu sonhei que meu ex-namorado trabalhava no Jornal Nacional e precisava de ajuda em uma matéria investigativa. Ele queria denunciar um grupo de bebês nazistas, mas o seu texto era uma bosta.
Essa noite sonhei que eu fui ao Rio de Janeiro de carro, com a documentação atrasada. Peguei um puta de um trânsito na Via Dutra e desci do carro para verificar até onde ia aquela fila de automóveis. Andei quilômetros e a certa altura da rodovia o trânsito fluiu. Voltei correndo para buscar o carro e ele tinha sido guinchado, afinal, eu abandonei o dito cujo no meio da rodovia.
Fui até o posto da Polícia Rodoviária e precisava de uma boa desculpa para que liberassem o meu carro, sem ter que apresentar os documentos vencidos. Peguei o Luquinhas no colo (no sonho ele já tinha 8 anos e era quase do meu tamanho), comecei a chorar e disse para o policial:
- EU MENSTRUEI DE REPENTE E PRECISAVA ACHAR UMA FARMÁCIA URGENTEMENTE! NÃO PODIA MELECAR O CARRO NA FRENTE DA CRIANÇA, DOUTOR (Detalhe no Doutor). O TRÂNSITO ESTAVA PARADO E FUI ANDANDO!!!!
Não sei se a desculpa convenceu o policial porque minha mãe me acordou antes.
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Tô indo para o Rio no próximo feriado, de carro.